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Aposte nas atividades físicas para combater o estresse

Estudo apontou que 70% dos trabalhadores brasileiros são estressados. Saiba como a atividade física pode ajudar a combater esse problema

Segundo dados da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), 70% dos trabalhadores brasileiros são estressados. “Essas pessoas fabricam adrenalina e cortisol em excesso, o que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial”, explica Élcio Pires Júnior, coordenador da Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino-Brasileiro, de Osasco (SP).

Para combater as tensões diárias, nada melhor que praticar exercícios. Eles estimulam a produção de serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Mas em qual atividade apostar? “O ideal é que a pessoa procure algo que a agrade. Senão, o efeito pode ser o contrário. Em vez de relaxar, acaba ficando ainda mais nervosa”, indica Damaris Dias, professora da Smart Fit, de São Paulo (SP). Caminhada, corrida leve, bicicleta, ioga, natação e lutas estão entre as melhores opções para aliviar o estresse.

Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br/fitness/treino-sob-medida/aposte-nas-atividades-fisicas-para-combater-o-estresse/11875

5 hábitos que fazem mal para a pele do rosto

Alguns costumes que às vezes nem percebemos que temos podem influenciar negativamente na saúde da pele. Confira quais são as 5 piores atitudes que você pode ter com seu rosto

Certos hábitos podem detonar a beleza do rosto – e alguns a gente nem percebe que faz. Abaixo, com a consultoria das dermatologistas Carla Vidal, de São Paulo (SP), e Valéria Campos, de Jundiaí (SP), listamos as 5 piores atitudes que você pode ter com a sua pele.

Espremer espinhas 

Aquela pontinha branca incomoda e é quase impossível não cutucar. No entanto, ao fazer isso, você corre o risco de piorar a inflamação e, ainda por cima, ganhar manchas e cicatrizes.
O que fazer: surgiu uma espinha? Passe, com um bastonete, um produto secativo sobre ela e mantenha as mãos longe.

Exagerar no açúcar 

Esse alimento dispara no organismo um processo chamado de glicação, que “quebra” proteínas como colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação dos tecidos.
O que fazer: a primeira medida é, claro, diminuir o consumo de doces. Prefira chocolates com maior teor de cacau, por exemplo. Também vale a pena investir no uso de antioxidantes orais ou tópicos, que ajudam a frear a glicação.

Ficar o dia todo na frente do computador 

Ou do tablet, ou do celular. Esses aparelhos emitem um tipo de luz que estimula a melanina e, assim, piora casos de melasma (manchas amarronzadas).
O que fazer: para quem tem no computador sua principal ferramenta de trabalho, a solução é usar, todos os dias, um protetor solar com cor de base (que além do FPS forma barreira física), mesmo que não esteja sol e que você fique o dia todo no escritório.

Beber pouca água

Ela é essencial para a hidratação do corpo, incluindo a pele. Mas com a chegada dos meses mais frios, o consumo tende a diminuir.
O que fazer: beber dois litros de água por dia. Se não consegue se lembrar disso, coloque avisos no celular e deixe sempre uma garrafinha à mão (uma dica: anote a quantidade de líquido ingerido para facilitar).

Dormir pouco 

A vida anda corrida, mas o sono de qualidade é essencial para a saúde. É à noite que a pele se regenera, se equilibra e descansa.
O que fazer: se tem dormido pouco, tire um tempinho para se organizar, relaxar e ter boas noites de sono. Fazer esportes ajuda bastante.

Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br/corpo-e-rosto/cuidados-com-o-rosto/5-habitos-que-fazem-mal-para-a-pele-do-rosto/11711

Emagrecendo pelo cheiro: conheça 5 aromas que ajudam na perda de peso

Confira as dicas da especialista em desenvolvimento de aromas da L’eponge, Nathalia Carravetta

Você sabia que alguns aromas ajudam a controlar o apetite e podem auxiliar na perda de peso? É que eles agem diretamente no sistema nervoso, diminuindo a ansiedade e o impulso de comer.

Procuramos a especialista em desenvolvimento de aromas da L’eponge, Nathalia Carravetta, para indicar 5 cheiros que ajudam a emagrecer. Anote suas dicas:

Bergamota: essa essência refrescante ameniza os distúrbios de ansiedade. Para quem sofre com esse sintoma, a dica é pingar algumas gotas do óleo essencial em um lenço e levar na bolsa. O aroma ajuda a acalmar, pois ameniza as oscilações de humor. O óleo essencial combate a celulite e estimula o sistema linfático, além de reduzir o peso, já que age no estresse emocional.

Lavanda: indicado para quem tem altos níveis de estresse, ele é ideal para quem sofre com insônia, já que tem efeito relaxante. O seu óleo essencial diminui os níveis de cortisol no corpo, hormônio do estresse que é responsável por aumentar os níveis de gordura no corpo. Você pode pingar algumas gotas em um lenço limpo ou na fronha do travesseiro para ter uma noite de sono tranquila. Outra opção é pingar algumas gotas no banho quente, para você inalar o vapor.

Limão: o óleo essencial dessa fruta ajuda a acelerar o metabolismo e permite com que o corpo queime mais calorias e gorduras. Além disso, tem ação desintoxicante e combate a má circulação sanguínea, aumentando os níveis de energia do corpo. Por equilibrar o metabolismo, age no controle do apetite e auxilia na perda de peso. A dica é fazer uma massagem diária no corpo com o óleo essencial ou pingar algumas gotas da essência em um lenço e inalar antes das refeições, para reduzir o apetite.

Canela: além de melhorar a circulação e digestão, desintoxica o corpo, estimula o sistema imunológico e aumenta a libido. Ele também é responsável por inibir o apetite e aquela vontade de comer por impulso. A dica é usar o óleo essencial no controle da perda de peso, inalando algumas gotas em um lenço antes das refeições ou adicionando uma ou duas gotas do óleo em um copo de água morna e mel, para beber antes de uma refeição ou de dormir.

Sândalo: esse óleo essencial tem propriedades relaxantes que ajudam a controlar a ansiedade, principalmente na hora de se alimentar, eliminando aquela “fome emocional”. Ele pode ser inalado por vapor, diluindo o uma gota de óleo essencial de sândalo em uma mistura de uma gota de óleo veicular, tal como o óleo de coco.

Fonte: http://vogue.globo.com/beleza/fitness-e-dieta/noticia/2017/08/emagrecendo-pelo-cheiro-conheca-5-aromas-que-ajudam-na-perda-de-peso.html

Cuidados essenciais com a pele durante a viagem

Veja as dicas da dermatologista Karla Assed para continuar linda mesmo no avião

Seja em destinos quentes ou frios, os cuidados com a beleza não podem ficar de lado nas férias. Dependendo do destino que você elegeu, mudanças bruscas de clima ocasionam danos à pele ou às madeixas.

Confira as dicas da dermatologista Karla Assed, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology, para quem está de malas prontas para curtir um descanso, mas não abre mão da vaidade:

PARA DESTINOS FRIOS

Não importa a temperatura, hidratar-se é fundamental para garantir a saúde da pele e do organismo. São itens obrigatórios na mala o hidratante labial, facial e corporal e o protetor solar. Leve uma máscara restauradora capilar, pois o banho quente pode ressecar muito o cabelo.

PELE OLEOSA NO FRIO

A pele vai ficar um pouco mais seca, mas é importante lembrar que, por ser naturalmente oleosa, é necessário evitar hidratante muito concentrado. Dê preferência aos hidratantes oil free em forma de sérum para evitar a acne. A rotina deve ser lavar, hidratar e passar filtro solar – não esqueça o reflexo do sol na neve queima! E não se esqueça da região dos olhos.

PELE SECA NO FRIO

Se a sua pele já é seca no clima tropical, no clima mais frio a tendência é piorar. Aposte na hidratação, tanto da pele do rosto quanto das mãos, lábios, região dos olhos e corpo. A rotina de beleza é a mesma para peles oleosas: lavar, hidratar e passar filtro solar, não esquecendo da região dos olhos.

PELE MISTA NO FRIO

Os cuidados com a pele mista são basicamente os mesmos da pele oleosa. Preferira os hidratantes oil free para evitar a formação de espinhas.

PELE SENSÍVEL NO FRIO

Apesar do clima mais frio, o hidratante não pode ser muito concentrado – e de preferência deve ser sérum. Não use ácido no clima frio.

PARA DESTINOS QUENTES

É preciso pensar em proteção redobrada para a pele e para o cabelo. Reaplique o filtro solar com intervalos regulares e não esqueça de proteger o rosto e os cabelos com chapéu e óculos. Opte por roupas e calçados leves, que permitam a respiração da pele. Prefira uma alimentação leve e não deixe de lado o risco de desidratação: beba muita água e sucos de frutas.

Nécessaire de verão

  1. Água Termal: é bom ter água termal para usar após a exposição solar. Ela tem magnésio, selênio e zinco, com propriedades calmantes e anti-inflamatórias que serão um balsamo para a pele. Indico a Eau Thermale, La Roche-Posay: deixe o frasco na geladeira e aplique no lugar do tônico. Borrife à distância e deixe que seque sozinha.
  2. Hidratante: Para pele seca e que fica ainda mais ressecada no verão indico Uréia 10% Loção Pele Seca, Eucerin. É um excelente hidratante para a pele do corpo, principalmente para as mais ressecadas, e não deixa aquela sensação pegajosa.
  3. Pó facial: Sou fã de pós faciais que neutralizem a oleosidade, mas deixem a pele luminosa. É o caso da Mineralize Skinfinish Natural, M.A.C, que aplico de leve no rosto todo, usando um pincel largo e de cerdas bem fofas.
  4. Protetor Labial FPS 60, da Natura; pomada Bepantol, da Bayer; hidratante Aloe Lips With Jojoba, da Forever.

Cuidados dentro do avião

“É muito importante cuidar da pele dentro do avião, pois o ambiente é bem diferente daquele em que vivemos habitualmente. Como o ar é seco, pele e cabelos perdem água e ressecam. Dependendo do tempo de voo, dá para sentir que a pele fica rígida, mais enrugada e com coceira. Olhos e vias respiratórias também sofrem com essa secura do ar”, explica a dermatologista.

Pele

Hidrate bem a pele durante o voo com borrifadas na face de água termal. Deixe secar naturalmente, sem o uso da toalha, e em seguida aplique um hidratante, que contenha substâncias como semente de uva, ureia, lactato de amônio e vitamina C.

Aplique filtro solar mesmo dentro do avião, pois, além de hidratar, protege a pele.

Lábios: o melhor hidratante é o Bepantol pomada ou Bepantol derm. Há também o Bepantol Stick e, apesar de ser um hidratante excelente, deixa os lábios muito brancos. A dica é aplicar pouca quantidade, várias vezes, para o lábio ficar natural. Outra solução é misturar Bepantol em um potinho com tampa com um pouco de gloss em um tom mais escuro que o usado normalmente e usar a mistura como batom. Os lábios ficarão lindos e hidratados.

Olheiras: deixe uma água termal fora do nécessaire, que rapidamente ficará geladinha devido a temperatura fria do avião. Depois, borrife-a em uma toalhinha e repouse na região dos olhos por 5 minutos.

Fonte: http://vogue.globo.com/beleza/pele/noticia/2017/07/cuidados-essenciais-com-pele-durante-viagem.html

Chimamanda Ngozi Adichie em campanha pela moda nigeriana

A escritora feminista promove o design autoral no projeto Wear Nigerian

Cada palavra de Chimamanda Ngozi Adichie é um convite a pensar sobre a questões de gênero e de raça. A partir de agora, cada aparição pública também. É que a autora de livros como Americanah (título vencedor do National Books Critics Circle Award) e de discursos de cunho feminista (alguns tiveram trechos musicados por Beyoncé na canção Flawless) acaba de lançar a campanha Wear Nigerian.

Na pratica, é algo simples: ela se comprometeu a vestir roupas assinadas por seus conterrâneos em todos os eventos de que participa  – de premiações literárias internacionais a get-togethers da moda, como o aniversário de 70 anos da Dior em Paris. Os créditos são informados em sua conta de Instagram, @chimamanda_adichie. Esses movimentos, porém, significam bem mais do que um “look do dia”. Celebram o comprometimento com narrativas mais plurais sobre o vestir.

“Nas últimas semanas, comprei mais peças de marcas nigerianas do que jamais fiz no passado. Descobri novos nomes. Fui tomada de admiração por mulheres e homens que tocam seus negócios apesar dos inúmeros desafios. Estou particularmente focada em marcas que tenham interesse em vestir mulheres nigerianas.”

A empreitada custou alguns botões trocados (em função de dificuldades técnicas e com matéria prima de algumas marcas), disse a escritora no comunicado da ação. Por outro lado, tem dado oportunidade para que um time de criadores (novos e consolidados) seja visto para além das fronteiras do país. Grifes como Ladunni Lambo, Gozel Green MsBeeFab ganharam uma vitrine especial: Chimamanda “se sente quem realmente é” quando veste as cores e modelagens nigerianas e estimula outras pessoas a tomarem decisões de moda mais conscientes – e com impacto econômico.

Roupas e histórias por um mundo mais diverso  

Moradora de Lagos, maior cidade da Nigéria, Chimamanda fez faculdade nos Estados Unidos. Foi lá, quando uma colega de quarto a recebeu com perguntas sobre seu país de origem, que tomou consciência sobre o desconhecimento de muitas pessoas sobre a África. Chimamanda disse, anos mais tarde, que atribuía essa postura à ausência de personagens e histórias da literatura que representassem a diversidade do continente. Ela mesma, por muito tempo, não se reconheceu nas páginas que lia.

“As coisas mudaram quando eu descobri os livros africanos. Não havia muitos disponíveis e eles não eram tão fáceis de encontrar como os livros estrangeiros. Mas devido a escritores como Chinua Achebe e Camara Laye eu passei por uma mudança mental em minha percepção sobre a literatura. Percebi que pessoas como eu, meninas com a pele cor de chocolate, cujos cabelos não poderiam formar rabos de cavalo, também poderiam existir na literatura. Comecei a escrever sobre coisas que eu reconhecia.”

A busca por criar um mundo mais diverso, que é um de seus motores na literatura, mantém-se no projeto Wear Nigerian, dessa vez com vistas à identidade fashion. Ao vestir-se de nomes locais, lembra o mundo que os designers nigerianos existem e podem marcar espaço no cenário internacional. Assim como os escritores que transformaram a sua percepção sobre a literatura, ajuda a salvar o mundo de uma história única sobre a moda.

FONTE: http://vogue.globo.com/Inspire-se/noticia/2017/08/chimamanda-ngozi-adichie-em-campanha-pela-moda-nigeriana.html

A nova era do bordado

Saiba como aprender desde técnicas tradicionais francesas até o bordado artístico contemporâneo com experts brasileiras.

Natalia Rios acaba de se mudar para seu novo ateliê na Vila Olímpia. Por lá, ela dá aulas de bordado para arquitetos, artistas plásticas, designers e estudantes de moda, entre eles homens e mulheres que já tinham muita ou nenhuma prática no ofício. Seu Atelier & Escola de Bordados surgiu depois de uma temporada em Paris, quando estudou na École Lesage, ligada à Maison Lesage, que produz bordados para a alta-costura desde 1924 e tem clientes como a Chanel. Apesar do estudo refinado, a ligação com a artesanalidade já estava presente em seu trabalho muito antes do foco na alta moda.

Em contato com as atividades manuais através de técnicas de sua família, que é de Rio Grande, ela cursou moda na esperança de conseguir produzir peças 100% artesanais. “Todos os meus trabalhos eram feitos à mão. Criava vestidos gigantes de crochê, por exemplo”, conta ela. Mesmo criando um ateliê de vestidos de noiva e festa com esse trabalho slow fashion, descobriu que sua paixão era, na verdade, a dedicação aos detalhes — e o alto nível de expertise que envolve esse lado da moda.

Quem assiste às produções dos bordados de casas tradicionais como a Chanel e a Dior, por exemplo, entende a hipnose do ofício, que leva tempo, prática e dedicação, itens que as roupas produzidas pelas grandes marcas de fast fashion não podem garantir. “Fiquei na Lesage 6 meses fazendo aula todos os dias. Dormia uma hora por noite. Mas não tinha sono, estava plena, aquilo me satisfazia. Foi um encontro de tudo o que eu desejava”, descreve Natalia.

Quando voltou ao Brasil, trabalhou com Sandro Barros, Fernanda Yamamoto e Emannuelle Junqueira. Com o ateliê, descobriu que além de produzir para marcas e designers, tinha a possibilidade de ensinar as técnicas da alta-costura e também de interpretar a cultura brasileira e sul-americana através do bordado contemporâneo. “Eu me especializei na técnica de Luneville, tradicional do norte da França, de 1810. Trouxe para cá misturando com outras técnicas”, descreve ela.

Seu curso profissionalizante, de 273 horas, é separado por uma introdução e oito níveis, que envolvem interpretações da cultura América do Sul, por exemplo, onde aparecem a lã e o feltro. “Cada um que passa por aqui, com sua própria bagagem, constrói sua própria visão disso tudo”, conta Natalia. Ela garante que todos podem conseguir bordar com perfeição: Beatrice Costa, estudante de moda da Belas Artes, começou o curso sem nunca ter produzido um bordado, hoje trabalha no ateliê e afirma: “penso até mesmo em trocar a tradicional profissão de estilista pelo bordado.”

Em parceria com a Swarovski, marca da qual é embaixadora no Brasil, Natalia em breve estará oferecendo versões de seu curso em faculdades de moda em São Paulo. Sobre a valorização da técnica mundialmente, ela finaliza: “acho que temos esse momento fast fashion, que é importante para que sempre estejamos atualizados. Mas talvez isso não nos satisfaça mais.”

O surgimento dos cursos de bordado que exploram tanto o emponderamento feminino como a customização das próprias roupas e a expressão artística são um exemplo desse novo momento e nova valorização do tempo. Principalmente na moda, as prioridades estão mudando.

 

Bordado empoderado

Bruna Antunes, de Porto Alegre, aprendeu a bordar com a avó, mas tinha deixado o ofício de lado durante a adolescência, só produzindo peças para presentear amigas e pessoas próximas. A relação com a artesanalidade mudou quando descobriu, lá em 2015, através do Instagram, meninas inglesas e americanas que estavam usando o bordado para expressar ideias feministas. “O Bordado Empoderado tem como objetivo unir mulheres interessadas nesse fazer manual, e que também tenham em comum o engajamento com o feminismo. Decidi criá-lo porque participava de vários grupos feministas em redes sociais e sentia falta de discussão presencial, de conhecer as pessoas por trás dos discursos”, conta ela. Em 18 meses de projeto ela já teve mais de 700 alunas.

Bruna aponta que as técnicas podem ser consideradas delicadas demais ou símbolo de passividade, mas na verdade não apenas reaparecem de forma importante na atualidade como resgatam uma história desconhecida do bordado: “ele contribui com a união das mulheres, pode diminuir a ansiedade e é expressão artística e política. Além disso, ao produzir peças do zero, com nossas próprias mãos e conhecimento, estamos praticando o mindfulness. O bordado também pode ser empoderador pois permite que cada pessoa veja em seus pontos um reflexo do momento em que vive”, descreve Bruna.

O curso mais popular de sua escola é o de Bordado Livre para Iniciantes, mas os cursos especiais, que podem envolver a criação de patches sustentáveis e como inserir a pintura no bordado também sempre tem demanda. “Vou criando de acordo com o que as alunas pedem e a partir do que minha criatividade permite”, finaliza.

Estúdio Ona

Priscila Casna sempre se envolveu com atividades manuais através de conexões familiares, mas foi depois de se formar em moda e trabalhar durante três anos com a designer Paula Raia que ela resgatou o contato com o bordado. “Sempre aprendi que o bordado é uma atividade introspectiva que nos permite uma lenta imersão em um universo onde a pressa do dia a dia cede lugar ao tempo das memórias, espaço propício à expressão da criatividade”, conta ela.

Foi a partir dessa perspectiva que ela criou o Estúdio Ona, no qual oferece oficinas de Processos Criativos para todas as idades. Através de pontos essenciais do bordado — mas sem gráficos ou desenhos tradicionais — ela explora também materiais e linhas diversos.

Além dos cursos, Priscila ainda aplica seu bordado na moda e conta que a técnica pode ser usada para as mais diversas expressões artísticas: recentemente ela criou uma colaboração com a marca Resgate Fashion, que recicla roupas que poderiam ser descartadas através de intervenções únicas. “Acredito que qualquer atividade manual tem um efeito terapêutico, que acaba automaticamente proporcionando um recolhimento natural, extremamente necessário nos tempos atuais”, finaliza.

 

Juliana Mota

“Bordar não é difícil. Sempre falo que é uma forma de expressão e que cada pessoa tem um jeito de se expressar através do bordado”, conta Juliana Mota. Designer por formação e sempre interessada pelas artes manuais, o bordado surgiu em sua vida durante a produção de um cenário para um curta de animação. “Comecei experimentando alguns pontos, vendo vídeos no youtube e me apaixonei!” As encomendas e seu projeto foram crescendo tanto — mesmo que sem planejamento. Hoje ela dá aulas e oficinas de bordado livre em diversos ateliês pelo Brasil.

Uma vez por mês ela dá aulas em uma oficina para iniciantes, e os temas das outras oficinas vão desde o bordado em roupas até como incorporar a caligrafia. Como saber se o bordado é para você? Ela conta que não existe regra: “muita gente participa dizendo que tirou um tempo só pra si, pra descansar a cabeça do trabalho, casa, problemas em geral. Tem algumas histórias muito emocionantes e me sinto muito motivada a dar aula e ajudar um pouquinho nesses processos”, conta Juliana.

 

Belô Cami

“O bordado, assim como a ilustração, não têm um limite muito claro. A união dos dois te dá infinitas possibilidades, seja em um trabalho com moda, seja em um trabalho no papel, seja em um objeto…”, conta Camila Belotti, ilustradora e criadora do Belô Cami. Ela conhecia o bordado desde pequena através de sua avó, mas foi há quatro anos que resgatou a técnica por interesse artístico. Em seu trabalho, ela criou uma interseção entre desenho e linhas que apaixona seus seguidores no Instagram.

“O bordado, como outros trabalhos manuais, é um resgate de tempo”, conta ela, que tem uma clara identidade visual nos seus bordados e já produziu bordados fashion para Emannuelle Junqueira e para Brennda Araujo (foto abaixo). Através dos seus cursos, ela faz com que seus alunos e alunas tentem explorar livremente a interseção entre e arte e o ofício. As próximas turmas, voltadas para essa união, começam em setembro e se dedicam durante dois meses nas acontecem em seu ateliê na Pompeia, em São Paulo.

Fonte: http://elle.abril.com.br/cultura/a-nova-era-do-bordado/

Previsão fashion: o que podemos esperar para o inverno 2018

WGSN prevê as tendências da próxima temporada

Os desfiles de Outono/ Inverno 2018 começam hoje, mas a WGSN já previu o que poderemos esperar da próxima temporada. Em um ambiente político conturbado, o Inverno 2018 pede mais que nunca por mudanças, e veremos os designers abordando parâmetros inovadores e novas formas de pensar.

Veremos conceitos pré-concebidos desaparecendo ainda mais, e provocações políticas e sociais se agravando. A ideia de individualidade continuará cada vez mais forte, se tornando a mensagem principal de toda a temporada – a ideia de que o consumidor contemporâneo se veste de acordo com suas próprias necessidades e personalidades.

Assim, prevemos alguns temas aparecendo com força essa temporada, como o Novo Utilitário, que traz uma atitude disruptiva, misturando o streetwear contemporâneo com a alfaiataria tradicional. O utilitário, muito inspirado na moda militar, aparecerá mais suave, com silhuetas sofisticadas que já vimos nas passarelas masculinas da Vetements, Versace, Joseph.

As formas, portanto, serão menos rígidas do que uniformes tradicionais, e ficarão mais

relaxadas e confortáveis, mas sem perder o toque utilitário, com elementos

funcionais e detalhes práticos que são chaves para criar esse look.

Outro tema que podemos esperar nos desfiles olha para a androgenia que dominou a moda nas últimas temporadas, desconstruindo e reconstruindo a feminilidade com um novo approach, mais relaxado. A Femme Moderne trará peças com proporções exageradas e shapes volumosos, em peças casuais que se inspiram no loungewear, mas não deixam de ser sofisticadas. A ideia de novas proporções é importante, e veremos um balanço entre o maximalismo e o minimalismo, com um luxo simplificado.

Estilistas e marcas provocarão a ideia atual de fronteiras fechadas e isolamento cultural promovida por líderes políticos, unindo ainda mais referências ocidentais e orientais. No tema Indochine, a influência romântica e dark da Era Vitoriana, presente na moda nas últimas 3 temporadas consecutivas, será misturada a elementos Orientais com shapes lineares e sedas acetinadas.

Sabemos que a moda é muito mais do que uma peça de roupa, e que tendências sempre surgem consequentes ao comportamento geral dos consumidores. Por isso, poderemos esperar uma temporada de desfiles mais engajada politicamente e cheia de mensagens importantes de serem ouvidas.

Fonte: http://estilo.abril.com.br/moda/previsao-fashion-o-que-podemos-esperar-para-o-inverno-2018/

Por trás da estamparia de Fernanda Yamamoto

Fernanda Yamamoto é uma das designers mais autorais do Brasil. Conhecida por seu trabalho intelectual que, em geral, envolve referências cult reinterpretadas em volumes, texturas e cores inusitadas, a estilista decidiu convocar Clarisse Romeiro, do Atelier Veredas, para colaborar com a marca por meio de uma estampa. A designer convidada, no caso, é especialista no assunto. Profundamente influenciada pela cultura brasileira, ela decidiu colaborar com um desenho de manga — sim, a fruta! — que foi adaptado para as peças de Yamamoto.

“Eu conheci o trabalho da Clarisse quando ela fez uma coleção sobre o Nordeste. Isso na mesma época em que fiz a coleção Historias Rendadas com renda renascença. Dessa vez, achei que seria interessante trazer o olhar dela para a estamparia” diz a criativa que tem o hábito de chamar outros artistas para somar diferentes visões à sua. “Na estamparia conseguimos dar “escala”, a produção é mais eficiente e consequentemente temos um produto com preços mais competitivos.” As peças com a print saem por valores até R$ 1 390, sendo que os itens da marca custam até R$ 1 690.

Sobre sua ausência neste SPFW, Fernanda diz que, com a mudança de calendário, preferiu pular esta temporada e manter a apresentação de inverno, uma vez ao ano, como tem feito há tempos. “Tenho mais tempo para amadurecer e me aprofundar nas ideias. Quero trazer um trabalho mais relevante: mais qualidade e não quantidade“, finaliza.

 

 

FONTE: https://elle.abril.com.br/moda/por-tras-da-estamparia-de-fernanda-yamamoto/

Marca reverte lucros em prol de causa LGBTQ

Venda de suéteres tem 30% do lucro direcionado à The Human Rights Campaign.

Fazer compras sustentáveis e éticas pode estar cada vez mais fácil, já que diversas marcas têm se posicionado por mudanças no mundo da moda. A vez é da nova-iorquina Loup, que está doando 30% do valor das vendas de dois de seus suéteres para a Human Rights Campaign, um projeto que luta pelo reconhecimento das causas LGBTQ nos Estados Unidos.

As duas peças que terão seus lucros revertidos são o suéter “Babe” e o “Petite Amie”, ambos vendidos por U$55. Além de serem brilhantes, as edições são limitadas e bordadas pelo estúdio Old English Rose, localizado no Brooklyn, em NY.

 

 

 

 

Fonte: http://elle.abril.com.br/moda/marca-reverte-lucros-em-prol-de-causa-lgbtq/

Dança do ventre, com ou sem barriguinha?

Giselle Kenj é referência no Brasil em dança do ventre, aos 50 anos possui um corpo de dar inveja. A bailarina acredita que as mulheres que praticam essa dança milenar não precisam ter barriguinha e nem se conformar com ela.

“É puro mito o que dizem por aí, que para ser dançarina do ventre tem que ter barriguinha, até mesmo as antigas egípcias eram esguias”, diz Giselle.

Afirma que dependendo de como se desenvolve o movimento do abdômen (ondulação) pode sim salientar as faixas musculares, formando uma bolinha. Mas, para que isso não aconteça, Giselle desenvolveu exercícios para a dança que trabalham em conjunto com o abdômen, deixando-o impecável.

 

 

A dança do ventre não é só “estética”, também possui outros benefícios, como: fortalecimento dos músculos, melhora o sistema cardiovascular e respiratório, reeduca a postura, auxilia no aumento da flexibilidade, resistência e amplitude dos movimentos, entre outros.

Também associada aos exercícios corretos provoca a dissolução da rigidez física da mulher, causada por repressões de caráter social e sexual, proporcionando uma saúde física e mental mais equilibrada. Além do alinhamento dos chakras, harmonização na produção dos hormônios, domínio da musculatura pélvica, e até diminui o clima do stress mantendo os níveis de DHEA no organismo em conjunto com o trabalho meditativo.

“Sempre digo para minhas alunas buscar o melhor para elas, priorizando a saúde, corpo e mente. O nosso corpo é nosso templo e a dança é uma das formas mais ricas, dignas e belas de manifestação e expressão da vida. Podemos usá-la sempre em nosso benefício”, diz Giselle Kenj.

Para saber mais sobre Giselle Kenj, acesse: www.facebook.com/pages/Giselle-Kenj